terça-feira, 26 de agosto de 2014

Debate com presidenciáveis terá participação de bispos da CNBB

O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, pediu hoje aos bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunidos em Brasília, apoio ao debate com os candidatos à Presidência da República. Promovido pela CNBB e pela TV Aparecida, o debate ocorrerá no dia 16 de setembro, a partir das 21h30, e será transmitido ao vivo por oito emissoras de inspiração católica, 230 rádios, bem como portais católicos. 
“Enviamos o convite a todos os bispos para que, se possível, participem do debate e repassem o recado às dioceses, padres, religiosos, leigos para que acompanhem a transmissão do evento”, disse dom Damasceno ao Consep. 
Mudanças
No dia 22 de agosto, cardeal Damasceno Assis participou de reunião com os representantes dos partidos. Na ocasião,  foi confirmado o debate com os presidenciáveis no dia 16 de setembro, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho do Santuário Nacional de Aparecida. A reunião foi convocada após a fatalidade ocorrida com  Eduardo Campos e por conta das mudanças nas agendas dos candidatos. Também foi definido que o mediador do debate será  o jornalista Rodolpho Gamberini, recém contratado da Rede Aparecida de Comunicação.
Para o evento, foram convidados mais de 350 bispos da CNBB, que irão colaborar com sugestão de perguntas que poderão ser incluídas no debate. No primeiro bloco, os convidados irão responder a uma única pergunta elaborada pela presidência da Conferência dos Bispos, em ordem já definida por sorteio na presença dos representantes dos partidos. Cada candidato terá dois minutos para resposta. 
Participação do episcopado
Durante o segundo bloco do debate os candidatos irão responder a perguntas propostas pelos bispos indicados pela CNBB, sobre temas como saúde, educação, habitação, reforma agrária, reforma política e lei do aborto. No terceiro bloco, os convidados responderão a perguntas de jornalistas das mídias católicas. O quarto bloco será de embate entre os candidatos à presidência do Brasil. O último bloco será dedicado às considerações finais dos convidados.




sexta-feira, 4 de julho de 2014

Seminaristas do NE3 participam do Formise em Aracaju/SE

Entre os dias 30 de junho e 04 de julho acontece em Aracaju (SE) a 6ª edição do FORMISE (Formação Missionária para Seminaristas). Tendo como tema geral: “A formação missionária dos seminaristas: desafios e perspectivas”, e como lema: “Não tenhais medo!” (Mt 14, 27), participam do evento cerca de 98 seminaristas das dioceses pertencentes aos 5 regionais do Nordeste. Além dos seminaristas que representam os estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte, bispos e sacerdotes também participam das atividades.

O encontro iniciou com a Missa de Abertura, presidida pelo Arcebispo de Vitória da Conquista e Presidente do Regional Nordeste 3 da CNBB, Dom Luís Gonzaga Pepeu, e concelebrada por Dom Paulo Romeu, bispo diocesano de Alagoinhas (BA) e referencial do Comire NE3, Pe. Antonio Niemec, coordenador do Comire NE3, Pe. Fabiano, coordenador do COMIDI da Arquidiocese de Aracaju, Pe. Estevão, Diretor do CCM (Centro Cultural Missionário), Pe. Luiz,  da Diocese de Propriá .

O FORMISE visa fortalecer o ardor missionário dos nossos seminaristas do nordeste em busca de uma Igreja cada vez mais em saída.

Representando a Diocese de Paulo Afonso/BA estiveram presente os seminaristas: Elton de Souza e Jailton Gomes (3º ano de Teologia) e Yolando e João Batista Júnior (4º ano de Teologia).

CNBB NE3

CONFIRA ALGUMAS IMAGENS










terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Campanha para Evangelização


A Campanha para a Evangelização 2013 (CE) tem o slogan “Evangeli.Já”, que faz referência à palavra evangelizar, mostrando a urgência da evangelização. O ponto alto da Campanha será a coleta realizada nas missas e celebrações do próximo domingo, 15 de dezembro.  A distribuição dos recursos é feita da seguinte forma: 45% permanecem na própria diocese; 20% são encaminhados para os Regionais da CNBB; e os demais 35% para a CNBB nacional. As doações, em caráter individual, também podem ser feitas pelo site: http://www.evangelija.com/

Criada em 1998 pela CNBB, a CE completa 15 anos, em 2013. Desde a sua implantação, vem buscando mobilizar os católicos a assumir a responsabilidade de participar na sustentação das atividades pastorais da Igreja no Brasil. “É uma forma de mostrar que todos nós somos chamados a colaborar, de forma concreta, para que tenhamos recursos em nossos projetos de evangelização”, explica o assessor nacional da campanha, padre Luiz Carlos Dias.

Motivação

O presidente da Comissão Episcopal da Campanha para a Evangelização, dom Murilo Ramos Krieger, explica o significado do tema escolhido para a CE 2013 "Eu vos anuncio uma grande alegria!" (Lc 2,10). “Queremos que a Campanha seja marcada pela alegria - alegria que nasce do dom que o Pai nos faz de Seu Filho Jesus no Natal; alegria pelo privilégio de termos sido chamados para ser evangelizadores”, disse.

Diante da necessidade da evangelização, a Conferência dos Bispos criou uma campanha própria para sustentar as atividades pastorais de evangelização no país. “Descobrimos, então, que nosso povo, quando motivado, alegra-se por poder participar do processo evangelizador. Tanto isso é verdade que, pouco a pouco, tem crescido o resultado final da Campanha. Melhor resultado significa a possibilidade de abrir sempre mais o leque evangelizador”, comenta dom Murilo.

Fonte: CNBB

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

FOI EM CRISTO QUE DEUS PAI NOS ESCOLHEU (Ef 1,4)

Somos convidados (as) a escutarmos atentamente a voz do sucessor de Pedro, o Papa Francisco, para entendermos a importância da nossa vocação e caminhada cristã: "Vocês, seminaristas e religiosas consagrem o seu amor a Jesus, um grande amor; o coração é para Jesus e isso nos leva a fazer o voto de castidade, o voto de celibato. Mas os votos de castidade e do celibato não terminam no momento do voto, continua. Quando um sacerdote não é pai de sua comunidade, quando uma religiosa não é mãe de todos aqueles com os quais trabalha, se tornam tristes. Este é o problema. A raiz da tristeza na vida pastoral é a falta de paternidade e maternidade que vem da maneira de viver mal esta consagração, que nos deve levar à fertilidade. Não se pode pensar num sacerdote ou numa religiosa que não são fecundos: isso não é católico! Isso não é católico! Esta é a beleza da consagração: é a alegria, a alegria".

A Província Eclesiástica de Feira de Santana/BA e de modo particular a Diocese de Paulo Afonso/BA, o Seminário Dom Mário Zanetta e os amigos e familiares dos Seminaristas: José Antônio Gomes, Thiago Costa, Thiago Nunes e Fabriciano Pereira renderam graças pelos seis anos de caminhada vocacional com uma solene Celebração Eucarística presidida por Dom Tommaso Cascianelli, Bispo da Diocese de Irecê que aconteceu o último dia 30 de novembro de 2013 na Capela do Seminário Maior Santana Mestra da Arquidiocese de Feira de Santana/BA. Logo após a Celebração todos se confraternizaram no Centro Diocesano com um solene jantar.

Queremos pedi a Deus que conceda aos nosso irmãos a alegria de anunciar os desígnios divinos e manifestar o rosto fraterno de Cristo sendo grandes testemunhas do Evangelho para que Deus habite em todos os corações.

Com nossas orações.

Seminário Dom Mário Zanetta

sábado, 30 de novembro de 2013

Tempo do Advento: Vinde, Senhor, Jesus!

Começa com as vésperas do domingo mais próximo ao 30 de novembro e termina antes das vésperas do Natal. Os domingos deste tempo se chamam 1º, 2º, 3º, e 4º do Advento. Os dias 16 a 24 de dezembro (Novena de Natal) tendem a preparar mais especificamente as festas do Natal.

O tempo do Advento tem uma duração de quatro semanas. Este ano, começa no domingo 01 de dezembro, e se prolonga até a tarde do dia 24 de dezembro, em que começa propriamente o Tempo de Natal. Podemos distinguir dois períodos. No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico e nos é orientado à espera da vinda gloriosa de Cristo. As leituras da Missa convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: sua vinda ao fim dos tempos, sua vinda agora, cada dia, e sua vinda há dois mil anos.

No segundo período, que abarca desde 17 até 24 de dezembro, inclusive, se orienta mais diretamente à preparação do Natal. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. Os evangelhos destes dias nos preparam diretamente para o nascimento de Jesus. Com a intenção de fazer sensível esta dupla preparação de espera, a liturgia suprime durante o Advento uma série de elementos festivos. Desta forma, na Missa já não rezamos o Glória. Se reduz a música com instrumentos, os enfeites festivos, as vestes são de cor roxa, o decorado da Igreja é mais sóbrio, etc. Todas estas coisas são uma maneira de expressar tangivelmente que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta alo para que nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.

Temos quatro semanas nas quais de domingo a domingo vamos nos preparando para a vinda do Senhor. A primeira das semanas do Advento está centralizada na vinda do Senhor ao final dos tempos. A liturgia nos convida a estar em vela, mantendo uma especial atitude de conversão. A segunda semana nos convida, por meio do Batista a “preparar os caminhos do Senhor”; isso é, a manter uma atitude de permanente conversão. Jesus segue chamando-nos, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida. A terceira semana preanuncia já a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo o dia da vinda do Senhor. Finalmente, a quarta semana nos fala do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria é figura central, e sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.

Quanto às leituras das Missas dominicais, as primeiras leituras são tomadas de Isaías e dos demais profetas que anunciam a Reconciliação de Deus e, a vinda do Messías. Nos três primeiros domingos se recolhem as grandes esperanças de Israel e no quarto, as promessas mais diretas do nascimento de Deus. Os salmos responsoriais cantam a salvação de Deus que vem; são orações pedindo sua vinda e sua graça. As segundas leituras são textos de São Paulo ou das demais cartas apostólicas, que exortam a viver em espera da vinda do Senhor.

A cor dos parâmentos do altar e as vestes do sacerdote é o roxo, igual à da Quaresma, que simboliza austeridade e penitencia. São quatro os temas que se apresentam durante o Advento:

I Domingo

A vigilância na espera da vinda do Senhor. Durante esta primeira semana as leituras bíblicas e a prédica são um convite com as palavras do Evangelho: “Velem e estejam preparados, pois não sabem quando chegará o momento”. É importante que, como uma família, tenhamos um propósito que nos permita avançar no caminho ao Natal; por exemplo, revisando nossas relações familiares. Como resultado deveremos buscar o perdão de quem ofendemos e dá-lo a quem nos tem ofendido para começar o Advento vivendo em um ambiente de harmonia e amor familiar. Desde então, isto deverá ser extensivo também aos demais grupos de pessoas com as quais nos relacionamos diariamente, como o colégio, o trabalho, os vizinhos, etc. Esta semana, em família da mesma forma que em cada comunidade paroquial, acenderemos a primeira vela da Coroa do Advento, de cor roxa, como sinal de vigilância e desejo de conversão.

II Domingo

A conversão, nota predominante da predica de João Batista. Durante a segunda semana, a liturgia nos convida a refletir com a exortação do profeta João Batista: “Preparem o caminho, Jesus chega”. Qual poderia ser a melhor maneira de preparar esse caminho que busca a reconciliação com Deus? Na semana anterior nos reconciliamos com as pessoas que nos rodeiam; como seguinte passo, a Igreja nos convida a acudir ao Sacramento da Reconciliação (Confissão) que nos devolve a amizade com Deus que havíamos perdido pelo pecado. Acenderemos a segunda vela roxa da Coroa do Advento, como sinal do processo de conversão que estamos vivendo.
Durante esta semana poderíamos buscar nas diferentes igrejas mais próximas, os horários de confissões disponíveis, para quando cheguar o Natal, estejamos bem preparados interiormente, unindo-nos a Jesus e aos irmãos na Eucaristia.

III Domingo

O testemunho, que Maria, a Mãe do Senhor, vive, servindo e ajudando ao próximo. Na sexta-feira anterior a esse Domingo é a Festa da Virgem de Guadalupe, e precisamente a liturgia do Advento nos convida a recordar a figura de Maria, que se prepara para ser a Mãe de Jesus e que além disso está disposta a ajudar e a servir a todos os que necessitam. O evangelho nos relata a visita da Virgem à sua prima Isabel e nos convida a repetir como ela: “quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha a visitar-me?
Sabemos que Maria está sempre acompanhando os seus filhos na Igreja, pelo que nos dispomos a viver esta terceira semana do Advento, meditando sobre o papel que a Virgem Maria desempenhou. Propomos que fomentar a devoção à Maria, rezando o Terço em família. Acendemos como sinal de esperança gozosa a terceira vela, de cor rosa, da Coroa do Advento.

IV Domingo

O anúncio do nascimento de Jesus feito a José e a Maria. As leituras bíblicas e a prédica, dirigem seu olhar à disposição da Virgem Maria, diante do anúncio do nascimento do Filho dela e nos convidam a “aprender de Maria e aceitar a Cristo que é a Luz do Mundo”. Como já está tão próximo o Natal, nos reconciliamos com Deus e com nossos irmãos; agora nos resta somente esperar a grande festa. Como família devemos viver a harmonia, a fraternidade e a alegria que esta próxima celebração representa. Todos os preparativos para a festa deverão viver-se neste ambiente, com o firme propósito de aceitar a Jesus nos corações, as famílias e as comunidades. Acenderemos a quarta vela da Coroa do Advento, de cor roxa.

Fonte: ACIDigital

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco


Foi divulgada no dia 26 de novembro, a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (Alegria do Evangelho), a primeira do pontificado do papa Francisco. O documento já havia sido entregue, de forma simbólica, no último domingo, durante a celebração de encerramento do ano da Fé. O texto foi publicado na internet em vários idiomas.

A exortação fala sobre o anúncio do evangelho no mundo atual. No texto, Francisco propõe “algumas diretrizes que possam encorajar e orientar, em toda a Igreja, uma nova etapa evangelizadora, cheia de ardor e dinamismo”. O pontífice toma como base a doutrina da Constituição dogmática Lumen gentium, e aborda, entre outros pontos, a transformação da Igreja missionária, as tentações dos agentes pastorais, a preparação da homilia, a inclusão social dos pobres e as motivações espirituais para o compromisso missionário.

Dividida em cinco capítulos, o texto também recolhe a contribuição dos trabalhos do Sínodo dos Bispos, realizado no Vaticano em 2012, com o tema "A nova evangelização para a transmissão da fé". 

Para ler a Exortação na íntegra CLIQUE AQUI!

Papa Francisco anuncia o Ano dedicado à Vida Consagrada

O Papa Francisco encontrou-se na manhã desta sexta-feira, no Vaticano, com os participantes da 82ª Assembleia Geral da União dos Superiores Gerais (USG), realizada nesses dias, em Roma. 

Tratou-se de um encontro de três horas em que o pontífice não proferiu um discurso preparado, mas respondeu às perguntas que lhe foram feitas. No final do encontro, onde estavam presentes 120 superiores gerais, o Papa Francisco anunciou que 2015 será o ano dedicado à vida consagrada.

O Santo Padre observou que os religiosos são chamados a seguir o Senhor de forma especial. "Eles são homens e mulheres que podem despertar o mundo. A vida consagrada é profecia", disse o pontífice. "Deus nos pede para sair do ninho e ir para as fronteiras do mundo, evitando a tentação de domá-las. Esta é a maneira mais concreta de imitar o Senhor", frisou Francisco. 

Questionado sobre a situação das vocações, o Papa destacou que existem Igrejas jovens que estão dando novos frutos. "Isso obriga naturalmente a repensar a inculturação do carisma. A Igreja deve pedir perdão e olhar com vergonha para os insucessos apostólicos devido a desentendimentos neste campo, como no caso de Matteo Ricci. O diálogo intercultural deve nos levar a introduzir no governo dos Institutos religiosos pessoas de várias culturas que expressam diferentes maneiras de viver o carisma", sublinhou ainda o Papa Francisco.

O Santo Padre insistiu muito na formação que, a seu ver, se baseia em quatro pilares: formação espiritual, intelectual, comunitária e apostólica. "É importante evitar todas as formas de hipocrisia e clericalismo através de um diálogo franco e aberto sobre todos os aspectos da vida", destacou. 

"A formação é uma obra artesanal e não policial. O objetivo é formar religiosos que tenham um coração tenro e não azedo como o vinagre. Somos todos pecadores, mas não corruptos. Aceitamos os pecadores, mas não os corruptos", sublinhou o pontífice.

Respondendo a uma pergunta sobre a fraternidade, o Papa disse que ela tem uma enorme força de atração. "Pressupõe a aceitação das diferenças e conflitos. Às vezes é difícil vivê-la, mas se não a vivemos, não somos fecundos", disse.

O Santo Padre frisou que as realidades de exclusão são prioridades e se deteve sobre os desafios culturais e educacionais nas escolas e universidades. O Papa identificou três pilares da educação: transmitir conhecimento, transmitir formas de fazer as coisas e transmitir valores. "Através deles se transmite a fé. O educador deve estar à altura das pessoas que educa e se perguntar como anunciar Jesus Cristo a uma geração que muda."

Concluindo, o Papa disse aos religiosos: "Obrigado pelo testemunho e humilhações pelas quais devem passar". (MJ)

Fonte: Rádio Vaticano



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

UM MOMENTO NOVO NA HISTÓRIA E MISSÃO DA IGREJA


Nesses últimos tempos, a Igreja vive um momento novo na sua história e missão. Desde a humilde decisão do Papa Bento XVI, em renunciar o governo da Igreja, reconhecendo suas limitações, fato que sacudiu a Igreja e o mundo, a história recente da Igreja, passa a ter um novo significado no seu modo de agir no mundo. Isso porque, além do impacto da decisão do então Pontífice, poucos dias depois, uma nova explosão do calor do Espírito Santo, sacode a Igreja e o mundo novamente, com a eleição do novo Papa, um homem simples que quis se chamar de Francisco, sendo ele um latino-americano, o primeiro em toda a história da Igreja.

Na sua primeira aparição ao povo, sua simplicidade foi logo percebida por todos, com um gesto que marcou este novo momento da Igreja, inclinando-se para o povo, pediu que eles rezassem pelo seu antecessor e por ele. A partir desta e de outras atitudes, neste inicio de pontificado, o Papa Francisco foi revelando ao mundo o desejo de uma Igreja mais próxima do povo, uma ‘Igreja dos pobres e para os pobres”. Sua fala sempre acompanhada de gestos concretos revela que o cristão tem que sair de si e ir ao encontro do outro, assim vai mostrando ao mundo a necessidade de uma Igreja renovada, marcada pela missionariedade e pela misericórdia com os mais necessitados, uma Igreja que sai do centro e vai às periferias humanas.

Todo esse momento reacendeu a chama de uma Igreja missionária refletida e proposta pelo Concílio Vaticano II (cf:AG n. 2) e mais recentemente pelo documento de Aparecida (cf:DAp n. 145 e). Dentro desse fervor e clamor de uma Igreja em estado permanente de missão, a Igreja do Brasil  refletindo sobre a missão na comunidade a partir de uma nova configuração de paróquia, ganhou novo impulso com este momento de mudanças eclesiais e com toda a preparação da Jornada Mundial da Juventude numa perspectiva missionária, na expectativa também da visita do Papa, o que fez ressoar a todos nós uma Igreja viva em sua juventude e missão, mais ainda necessitada de abertura e renovação.

Diante disso, o significado desse novo momento na Igreja do Brasil, é esse despertar para uma nova paróquia, comunidade de comunidades, procurando descentralizar-se, sair de si, para ir ao encontro do outro, dos pobres, indo às periferias, tendo presente a compreensão de uma Igreja missionária que anuncia o Cristo (cf: ADp n.386), porque o segue mais de perto, como nos fala o Padre Chevrier. Para o Prado, esse momento da Igreja tem um significado muito forte, porque  o testemunho do Papa Francisco e o apelo de uma Igreja voltada para os pobres, se aproxima muito do testemunho de vida do Padre Chevrier “Chamados a viver com os pobres, devemos ser pobres”(Const. n.49) e isso nos ajuda a entender a missão do presbítero que é chamado do meio do povo, para seguir Jesus doando-se a serviço do povo, como discípulo missionário, no ministério presbiteral.


Padre José Ramalho de Jesus Santo
Reitor do Seminário Maior Dom Mário Zanetta